segunda-feira, 16 de abril de 2012

ACONTECEU NA CIDADE

Fogo-amigo

Lembro-me com saudades do bar do Arcanjo nos anos de 1960. O estabelecimento era muito frequentado pela juventude daquele tempo. Em 1968, a rapaziada resolveu formar um clube de futebol para representar o estabelecimento. Chamava-se: U.B.A. (União do Bar do Arcanjo).
Bons jogadores do nosso amadorismo faziam parte: Laerte Barbazú, Divino Carrilho, Dinho Girotto, Zé da Índia, Nenê Milanezzi, entre outros. Um policial militar, morador aqui de Taquaritinga, trabalhava em Catiguá, e acertou dois jogos com o time daquele município.
O primeiro jogo foi em Catiguá, onde os taquaritinguenses acabaram derrotados por 2 a 0. Depois do jogo houve um grandioso churrasco para as duas equipes.
No domingo seguinte, os cati- guaenses vieram retribuir a visita. O jogo foi pela manhã no Estádio Municipal Antonio Storti.
O União dominava a partida, mas não conseguia abrir o marcador porque o goleiro adversário fazia defesas milagrosas. Realmente, o moço estava fechando o gol.
Aos vinte e cinco minutos do segundo tempo, o técnico visitante fez uma troca. O atleta substituído não gostou nada da ideia e “fechou o maior tempo” com o treinador na beira do gramado, e ainda muito irritado, gritava:
– O goleiro tem uma deficiência visual, não enxerga do lado esquerdo, chutem no lado esquerdo, chutem no lado esquerdo!
Os atacantes do União descobriram o mapa da mina e fizeram direitinho como o rapaz mandou. Em poucos minutos, enfiaram 4 gols na meta adversária.
No final da partida, o lateral-direito Divino Carrilho falou que o jogo foi muito difícil, mas no final conseguimos vencer, graças ao jogador do Catiguá que levantou a lebre sobre o problema visual do goleiro.
Ps. Depois do jogo, os dois clubes desceram para o Bar do Arcanjo. Aí foi só alegria! O churrasco e a cervejada rolaram até escurecer.
ÂNGELO BARTHOLOMEU, o Angelim, é cabeleireiro, e gosta de ouvir e contar “causos”

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