terça-feira, 10 de maio de 2011

Costureiras trabalham para montar cooperativa



Possuir uma renda própria e a garantia de um emprego é o sonho de cinco costureiras que há meses dedicam horas de trabalho ao objetivo de montar uma cooperativa em Taquaritinga. O nome, elas já sabem como vai ser: Pérola Costuras em Produção e Bolsas Ecológicas.
No ano passado, elas foram atrás de uma profissão. Algumas nunca tinham lidado com agulha e linha. De maio a novembro, a Prefeitura de Taquaritinga ofereceu um curso profissionalizante do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e 26 mulheres dispensaram alguns afazeres para aproveitar a oportunidade. “Esse curso me fez reconhecer que costureira é minha profissão. Nós estamos nos unindo para garantir nosso sustento”, afirmou a ex-aluna Leila.
Ao final das aulas, todas foram convidadas a colocar em prática o que aprenderam e a adquirir mais expe-riência na Casa de Costura Florescer, local onde foi ministrado o curso. Das 26 mulheres, metade foi em busca de aprimorar o trabalho. Lá, surgiu a ideia de montar uma cooperativa.
“No início várias tentaram, mas, por falta de incentivos, foram desistindo. Cinco delas continuam em busca de realizar o desejo. A gente as prepara para o mercado de trabalho. Enquanto elas ficam aqui nós buscamos parceria e a renda é totalmente delas”, ressaltou a coordenadora da Casa de Costura, Nilva Giollo.
Para montar uma cooperativa, são necessários 20 profissionais autônomos que devem formalizar em ata a criação da sociedade. O grupo também deve aprovar o estatuto, estabelecendo direitos e deveres, além de eleger uma diretoria. “A gente está dependendo mesmo de trabalho e ter o número certo de integrantes”, ressaltou Leila. As cinco se uniram e compraram duas máquinas de costura, que servirão como pontapé inicial.
Para completar o grupo, elas aguardam as alunas que estão aprendendo corte e costura na Oficina do Trabalho, no Jardim São Sebastião, uma condição exigida para fazer parte da futura cooperativa.
“Eu trabalhei em barracão de frutas, lanchonete, mas acabei descobrindo no curso que quero ser costureira. Embora eu venha de família de costureiras, minha mãe e minha avó, nunca tinha me interessado”, enfatizou Leila.
Outro exemplo é Simone Nogueira de Souza, de 35 anos, que se viu apaixonada por linhas e agulhas. Ela ainda busca outros cursos para aprimorar o conhecimento. “Eu fiquei três meses na Casa de Costura, e depois surgiu a oportunidade de fazer o curso do Senac”, contou ela, que ganhou a vida em lanchonete, na indústria e até fazendo faxina.
Ela não parou por aí. Duas vezes por semana, faz aulas noturnas de costura e modelagem com a professora Célia Bastoge. “Comecei a fazer o curso para melhorar e fazer sempre o melhor. Quero cada vez buscar mais conhecimentos.”
Rodnéia Cristina Dalavia Dias, de 27 anos, conta que quase não conseguiu fazer o curso profissionalizante do Senac. “Foi por meio de uma desistência que eu consegui. Minha mãe costura em casa e eu acabei me interessando. Hoje me sinto muito feliz. Mas o que queremos mesmo é ver a nossa cooperativa montada”, observou Rodnéia.
Foram elas que fizeram as 1.400 sacolas ecológicas distribuídas durante uma missa do último domingo (1.º), na Matriz de São Sebastião. A encomenda partiu da equipe responsável pela Campanha da Fraternidade na paróquia. As futuras empresárias também já confeccionaram luvas, roupas, entre outras peças.
NATALIA GALATI

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